Curitiba tem 1.095 moradores de rua
A cidade de Curitiba tem 1.095 moradores de rua. São 960 adultos (812 homens e 148 mulheres) e 135 crianças e adolescentes. É o que mostra a contagem mensal de moradores de rua feita pela Fundação de Ação Social (FAS) de Curitiba. A pesquisa é feita desde 2005 e orienta o atendimento social da FAS.
Com um nível de detalhamento que permite conhecer do nome à procedência, passando por hábitos, histórico de vida, uso de drogas, tempo de vivência nas ruas e níveis de referências familiares, a pesquisa subsidia o atendimento aos moradores de rua e suas famílias.
Todos os pesquisados, sem exceção, foram em algum momento atendidos, uma ou mais vezes, em algum tipo de serviço social da Prefeitura. O educador social tenta todos os dias tirar as pessoas das ruas, nem sempre com resultado positivo. "Muitos aceitam o convite e vêm para o Resgate Social todos os dias. Depois de tomar banho, trocar de roupa, receber tratamento médico e café da manhã, eles voltam para a rua", explica Adriano Guzzoni, diretor de Proteção Social Especial da Fundação de Ação Social.
Os educadores apenas convidam as pessoas a acompanhá-los até o Resgate Social, respeitando o preceito constitucional que garante a todo cidadão o direito de ir e vir. "Assim, nosso trabalho é abordar as mesmas pessoas todos os dias, saber como estão e oferecer abrigo, alimentação, saúde e higiene mas sem autoridade para impor nada na vida deles, mesmo sendo moradores de rua", afirma Adriano.
Números - Os dados da pesquisa mostram que praticamente metade da população de rua adulta é composta pelos chamados trecheiros e moradores eventuais. No caso dos homens, 50% têm até 4ª série do ensino fundamental e 29% têm até a 8ª série. O nível de escolaridade entre a população feminina é equivalente ao dos homens quando se trata do ensino fundamental. Do total de mulheres, 52% têm até a 4ª série e 27% têm até a 8ª série.
A maioria da população de rua de Curitiba tem referência familiar e documentação.
Fundação de Ação Social
Nota de Esclarecimento
Em relação à pesquisa divulgada nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) sobre o Perfil dos Moradores de Rua de Curitiba, a Fundação de Ação Social esclarece:
1. A Fundação de Ação Social (FAS), gestora da assistência social do Município de Curitiba, constata que existem 1.095 moradores de rua na cidade. Este número atual é fruto de pesquisas constantes, realizadas mensalmente desde 2005 pela Central de Resgate Social e que, por si só é bastante preocupante e, portanto alvo de atenção das políticas públicas.
2. A pesquisa divulgada pelo MDS traz a somatória de pessoas em situação de rua e também aquelas que já estão abrigadas em instituições.
3. A FAS entende que as pessoas em situação de risco pessoal e social, quando abrigadas, deixam de ter a condição de morador de rua.
4. Para que os moradores de rua tenham um atendimento efetivo, é feito um trabalho diuturno, de abordagem e busca ativa e atendimentos feitos pelas equipes da Central de Resgate Social, que atendem às denúncias feitas pela população pelo telefone 156.
5. A partir da aceitação de atendimento, a FAS inclui essa pessoa com trajetória de rua em programas sociais, promove a reintegração familiar e comunitária ou inserção em programas de acolhimento e de longa permanência, como segue:
§ Albergagem aos Moradores de Rua – com albergues conveniados, que oferecem abrigo, alimentação, higienização e apoio.
§ Centro de Convivência João Durvalino Borba – atende durante o dia a população que vive nas ruas, dando suporte e apoio para sua reintegração social.
§ Centro de Atendimento Fazenda Solidariedade - Atendimento à população de rua com dependência química – atendimento especializado e socioterapeutico aos homens dependentes de álcool e drogas.
§ Casa da Acolhida e do Regresso - Localizada da Rodoferroviária, é um posto de atendimento que orienta e encaminha os migrantes, inclusive apoiando seu retorno ao município de origem,
§ Para as crianças em situação de rua, a FAS oferece o Centro de Convivência Criança Quer Futuro. Além do atendimento social com equipe especializada, é feita a identificação pessoal e da família para o estímulo e apoio ao convívio familiar e comunitário. O programa conta com albergues para o abrigo de crianças e adolescentes sem possibilidade de retorno familiar imediato.
§ Abrigo para a população adulta com trajetória de rua – Centro de Acolhimento e Atendimento Mais Viver, que oferece moradia, atendimento social e terapêutico aos ex-moradores de rua, inclusive mulheres com dependência química.
§ Abrigo para Adultos e Idosos — Em instituições conveniadas, a população sem vínculos familiares recebe atendimento integral, garantindo moradia e apoio à reintegração social.
§ Todos os levantamentos realizados comprovam que a trajetória de rua inicia-se com a desestruturação familiar. Por isso a FAS implantou 25 CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) e 14 Unidades de Atendimento, que têm como foco prioritário o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
Cada CRAS conta com equipes multiprofissionais, incluindo assistentes sociais e psicólogos. Os CRAS estão sendo implantado nas áreas mais vulneráveis da cidade, que concentram a população em maior risco social. A meta do Plano de Governo da atual administração era de nove CRAS, equipamento que não existia na cidade. O índice referendado pelo Governo Federal estipula para municípios com mais de 900 mil habitantes, como o caso de Curitiba, oito unidades do CRAS. A Prefeitura construiu, desde 2005, 25 CRAS, superando em 167% a própria meta.
Fonte: PMC
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Um comentário:
O blog adormeceu? Ele tinha um função social muito importante!
Abs
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